Blog destinado a compartilhar material didático para o ensino de filosofia no Ensino Médio.
"A vida é um instante de raio na imensidão do céu e sua origem está nas grandes tempestades" (A canção de uma alma: da arte de aprender a voar com asas de metal)
quinta-feira, 5 de abril de 2018
- Episódios Família Dinossauros -
O dia do arremesso
https://www.youtube.com/watch?v=rCxL4utyg04
Herbívoro não
https://www.youtube.com/watch?v=j-oo-R5vwaM&t=168s
terça-feira, 13 de março de 2018
Avaliação, 3º ano, Aristóteles.
Ler o texto sobre Aristóteles (Metafísica, 193-204, e Psicologia, 212-215) do livro História da Filosofia, volume 1, de Giovanni Reale e Dário Antisseri e responder as questões abaixo.
Download do livro:
https://marcosfabionuva.files.wordpress.com/2012/04/reale-g-antiseri-d-historia-da-filosofia-vol-1.pdf
Obs.: respostas iguais em mais de um trabalho e cópias literais do texto terão notas reduzidas pela metade. Cópias da internet anulam a questão, mesmo estando corretas. O importante é que o aluno seja capaz de ler o texto e desenvolver sua resposta de maneira argumentativa explicando as questões.
1) Explique, com base em Aristóteles, por que Deus "não pode nada".
2) Segundo Aristóteles, como a physis se formou ou se criou tal como ela é?
3) Como Aristóteles explicava as funções vitais do corpo?
4) Como o conhecimento é produzido?
5) Explique o que e o "ser" para Aristóteles comentando o aparecimento (mostrar-se, apresentar-se) de todos os entes do mundo.
6) Por que as plantas não possuem desejo?
7) Como se da a relação afetiva entre Deus e os homens.
8) Explique como Aristóteles prova a existência de Deus (Primeiro motor, causa primeira), suas definições e o movimento automóvel dos homens a partir do conceito de "desejo".
9) Explique o movimento dos animais e sua condição de sobrevivência.
10) Explique a eternidade do homem segundo Aristóteles.
Download do livro:
https://marcosfabionuva.files.wordpress.com/2012/04/reale-g-antiseri-d-historia-da-filosofia-vol-1.pdf
Obs.: respostas iguais em mais de um trabalho e cópias literais do texto terão notas reduzidas pela metade. Cópias da internet anulam a questão, mesmo estando corretas. O importante é que o aluno seja capaz de ler o texto e desenvolver sua resposta de maneira argumentativa explicando as questões.
1) Explique, com base em Aristóteles, por que Deus "não pode nada".
2) Segundo Aristóteles, como a physis se formou ou se criou tal como ela é?
3) Como Aristóteles explicava as funções vitais do corpo?
4) Como o conhecimento é produzido?
5) Explique o que e o "ser" para Aristóteles comentando o aparecimento (mostrar-se, apresentar-se) de todos os entes do mundo.
6) Por que as plantas não possuem desejo?
7) Como se da a relação afetiva entre Deus e os homens.
8) Explique como Aristóteles prova a existência de Deus (Primeiro motor, causa primeira), suas definições e o movimento automóvel dos homens a partir do conceito de "desejo".
9) Explique o movimento dos animais e sua condição de sobrevivência.
10) Explique a eternidade do homem segundo Aristóteles.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Questões Tropa de Elite 2 e Texto “O Brasil reinventa o Totalitarismo”.
Filme:
1.
1. Qual era o “esquema” dos policiais corruptos e como esse “esquema” evolui? (4 pontos).2.Qual o discurso utilizados pelas milícias para justificar sua ação e qual o real objetivo deles? (2 ponto).3. Explique o real objetivo da invasão e tomada do bairro Tanque (4 pontos).4. Descreva a estratégia de fuga dos traficantes do bairro Tanque e por que essa estratégia fracassou? (2 pontos).5. Explique como funciona O “Sistema” utilizando os conceitos da microfísica do poder (4 pontos).6. Por que o policial “não aperta o gatilho sozinho”? (4 pontos).
7.
Texto:
1. 1. O que significa o “bem” dos alemães? (2 pontos).
2. 2.Qual a diferença de tratamento do Estado
em relação aos grandes empresários e a classe pobre e os movimentos sociais? (2 pontos).
3. 3. Em relação à desocupação da cracolândia
(05 de janeiro de 2012), qual a justificativa e o real motivo? (2 pontos).
4. 4. Ao longo da história e na atualidade,
quem foram os inimigos internos combatidos pelo aparato policial brasileiro? (4 pontos).
5. 5. O que é a “troca metafísica”? (2 pontos).
6. 6. Como o Major Vidigal (chefe da polícia
do Rio de Janeiro na época retratada no texto) foi usado como “peça” no jogo
político? (2 pontos).
7. 7. Quem se afigura como o “homem de bem”
para o governo brasileiro e quem é caracterizado, dissimuladamente, como o mal?
(2 pontos).
8. 8. Por que o autor prefere caracterizar a
sociedade brasileira como “neo escravista” ao invés de “pós colonial”? (4 pontos).
(Link do texto: O Brasil reinventa o totalitarismo
Filme Download (qualidade melhor): http://arrisdownloads.blogspot.com/2013/08/tropa-de-elite-2-o-inimigo-agora-e-outro.html
sexta-feira, 10 de março de 2017
Questões Sol e Terra: pequeno conto metafísico
Após
ler o texto “Sol e Terra, pequeno conto metafísico”, responda as questões a
seguir.
1.
Podemos dizer que a ideia presente no
texto se trata de uma “cosmologia”? Justifique sua resposta. (2 pontos).
2.
O que fez o homem criar uma crença
aproximando-o de deus? (1 ponto).
3.
Por que o homem passou a se sentir
senhor da natureza? (1 ponto).
4.
Quais foram os instrumentos criados pelo
homem para justificar sua supremacia e qual o efeito disso? (1 ponto).
5.
Quais foram as últimas consequências da
ambição do homem ao querer ter o controle do fogo? (2 pontos).
6.
O texto fala de um processo de
alternância entre opostos mediados pelo fogo. Quais são os opostos que se
alternam? (2 pontos).
7.
Faça uma análise crítica comparando a “verdade”
para o homem e a “verdade” tal como são os fatos fundamentando com elementos do
texto (1 ponto).
Sol e Terra: pequeno conto metafísico
Sol
e Terra: pequeno conto metafísico
Bajonas Teixeira de Brito Júnior
Não
necessariamente o mundo é o que vemos nas telas dos cinemas, das tvs e dos
monitores. Muita gente desconfia disso, mas poucos se aventuram a investigar o
assunto mais a fundo. É tão estranho como é, de algum modo, olhar direto para o
sol. A luz fustiga nossos olhos e, por isso, desviamos a visão. É verdade que o
sol cega, mas ficar cego pode ser o preço certo que se paga por não respeitar a
dignidade do sol. É a luz do sol que nos deixa ver tudo. Foi por causa dela que
a natureza criou nos animais antenas, sensores, e depois olhos, porque havia
uma coisa deliciosa que a vida não podia ignorar, que era a luz. Com os olhos a
vida saiu da monotonia do escuro em que só se apercebia de ecos surdos e
reverberações muito tênues. Até então ela era cega como uma minhoca e apenas se
contorcia no mundo subterrâneo. Ela não tinha olhos para ver. E os olhos só
surgiram para isso: para ver a luz do sol. E não para ver o sol. O sol é a pura
visão, a luz pura, mais pura que qualquer coisa pura desse mundo. Tudo que
vemos, vemos através dela, por mercê dela, e por isso querer encará-la é uma
ousadia nefasta. Ninguém vê aquilo através do qual vê as outras coisas.
Os
vegetais, as árvores e tudo mais que vive colado na terra, viram que o calor
era bom, e que senti-lo e poder crescer na direção do céu lhes bastava. Juraram
lealdade à terra e ao prazer de viverem presos no frio úmido e escuro embaixo
do solo. E viveram assim tranquilos, embora nem sempre em paz.
Os
primeiros animais que pisaram na terra, só esses tinham olhos para ver o sol.
Porque tinham olhos que ainda eram fracos para ver a luz nas coisas. Eram como
membranas em que a luz das coisas batia como se fosse um vento. Algumas lufadas
eram mais fortes e intensas. Eram as que vinham direto do sol e que mais os
agradavam. Então eles, que ainda não enxergavam, podiam enxergar o sol. E não
viam o sol. Não viam muita coisa. Viam só o que nós vemos hoje quando fechamos
os olhos e olhamos para o sol. E como vemos dentro das pálpebras. Com cores cor
de tijolo e vermelho formando abóbadas celestes, a sensação de quente e as
membranas vibrando de vez em quando de prazer.
Por
isso esses primeiros terrestres gostaram do sol. Eles amavam o sol. Porque
quando havia sol, e eles olhavam para o sol durante algum tempo, eles sentiam
uma grande felicidade. E quiseram sempre mais o sol até que a membrana foi se desgastando
com a incidência de tanta luz, e começou a se tornar mais íntima da luz até
virar um olho de verdade. Mas quando chegou esse dia, eles descobriram que já
não mais podiam olhar direto para o sol. Tinham agora que se contentar em ver
só a luz do sol refletida nas coisas. Mesmo assim, não esqueciam o prazer do
sol, porque o sol continuava a aquecê-los e fazê-los viver. Exóticas religiões,
séculos depois, iriam dizer que os adoradores do sol eram adoradores de ídolos.
Quem dizia isso, já tinha esquecido que o sol foi o pai de tudo, que ele pôs os
homens para andarem sobre duas pernas, e deu asas aos pássaros.
Quando
chegava o inverno, tudo era muito difícil. Era preciso sobreviver às neves, às
geadas, ao vento geladíssimo. Então, muitos morriam. Foi só quando uns animais
que foram mais fiéis discípulos da luz, e por isso, começaram a desenvolver
membros para tocar nas coisas com mais facilidade, e uma posição ereta para
discernir as coisas mais longe, foi só nessa época, que os animais da luz
conseguiram dominar uma faísca do sol. Eles fabricavam um pequeno sol. Usando
madeira e lenha, eles invocavam os poderes da luz e, de repente, uma chama
surgia em resposta. Só aos seus sacerdotes mais elevados era lícito lidar com
fogo, assim como mais tarde, só eles conheceriam os segredos mágicos da
escrita. A madeira, na qual o espírito do fogo fazia sua aparição quando convocado
pelo ritual, também era sagrada. E suas fogueiras ficavam protegendo-os nos
invernos. Iluminando suas cavernas. Afugentando os animais a quem apetecia a
carne humana. Nenhuma das façanhas dessa raça foi mais santa que essa. E também
nenhuma deixou-a mais perto de deus.
Nessa
época os homens conheciam deus, e o chamavam pelo nome de sol. Pensando sobre
ele, sobre como criou todas as coisas, e como todas as coisas nele de novo se
absorviam, os homens se alegravam porque sentiam ser os seus pensamentos mais
ousados. Era o que exigia que fossem mais brilhantes. Os mais iluminados.
Então, quanto mais pensavam os homens, mas sentiam que eram filhos da luz. O
sol regia todas as coisas. Fazia crescer as plantas, degelar os rios,
reproduzirem os animais. O sol tinha o maior poder. Por isso, também queimava e
matava de sede. Também destruía com os raios, que eram os dardos do sol. Mas um
dia aconteceu algo estranho.
Um
homem, que seguia com uma tocha durante a noite, viu que os outros animais,
todos, todos, tinham medo do fogo. Então, nesse dia, ele começou a tentar
explicar o que acontecia. No fim, ele encontrou a resposta: que com a sua
tocha, ela carregava um pouco do sol, o astro rei. E que quando os animais
fugiam ao vê-lo passar, era porque queriam se esconder da sua supremacia. Não conseguem
olhá-lo, assim como ele não conseguia fixar o sol. A partir daí, seu raciocínio
andou muito rápido. Ele então, considerando tudo, gritou com pavor quando deu a
luz a mais insólita teoria, a mãe de todas as teorias: que o homem era o sol dos animais. Que todos deviam obedecer-lhes
ou serem mortos com justiça por ele, se ousassem ataca-lo. Ele, o homem, era o
senhor de todos os animais da terra, do mar e dos ares. Como segundo sol, e
senhor dos animais, ele era o sacerdote do sol na terra. O seu filho e
representante. Por isso, ele podia assar a carne dos animais. E fazia isso em sacríficos,
para que a fumaça das gorduras, queimadas pelo fogo que lhe foi dado por seu
pai, subisse para alimentar a alegria do sol.
Desde
esse dia, o homem não parou de afagar e lamber com pensamentos essa ideia de
ser o rei e o deus dos animais. E de ser o rei e o deus do mundo. O dono da luz
e de todas as luzes. Ele usou para suas ideias a palavra “teoria”, que
significa “visão”. Só ele participava da visão do sol, de quem nada consegue se
esconder. Por isso, o homem criou a filosofia e a ciência. Para que elas
provassem por a + b a sua própria superioridade. E elas, com prazer, provaram a
superioridade do homem. E, para mostrar essa força, ajudaram o homem a
desenvolver suas armas de fogo.
Quando
isso aconteceu, o brilho que o homem havia herdado do sol se transformou em
fogo de morte; em grandes incêndios, em armas de fogo, em câmaras crematórias
de campos de concentração, em foguetes, em aviões lançando granadas, em bombas
atômicas. Tudo que queimava, carbonizava, pulverizava interessava ao homem. O
motivo era simples.
A
luz do homem se tornou tão potente que era preciso, que dentro dessa raça
surgisse uma camada mais fina, mais concentrada e fervente. Era como quando
viramos uma lupa até que a luz do sol, a atravessando, produza um foco bem fino
sobre uma folha seca. Então esse calor queima muito. E surge fogo. Agindo
assim, os homens queriam decidir de uma vez por todas quem seria o mais intenso
foco de luz. Quem dominaria todos os outros, porque seria o mais radiante. O
mais perigoso. O mais parecido com o sol. Um sol gelado que queimaria mais que qualquer
gelo. Os nazistas achavam que eles eram os mais solares. E faziam desfiles
noturnos portando tochas pelas ruas do país. E sobreveio a conflagração. O
mundo ardeu por anos. Milhões de vidas foram destruídas e continentes viraram
destroços. Dos homens, o que mais se via, eram as caveiras. Ou seja, os homens com
tanta luz, podiam ver em profundidade dentro de si mesmo. E só viam esqueletos.
Hoje
estamos no meio do incêndio. A máquina gira, e ela precisa de energia para
produzir combustão. Ela precisa de petróleo, que é altamente combustível. Ela
precisa cada vez mais produzir fogo. E para isso, queima as florestas, para
produzir carvão, que irá produzir fogo. Ela precisa de energia atômica para
alimentar a sua fome de fogo e de energia. Da energia digital, para alimentar
sua fome de velocidades que se aproximem da luz. Da energia de nossos corpos e
de nossos sonhos, para aquecer os mercados e fazer subir a temperatura nas
bolsas. As multinacionais, as grandes corporações, os grandes mercados – tudo
se une para produzir calor e gerar mais vida. Por que mais energia é mais
dinheiro, que é mais vida. E é mais saber. E também mais prazer. Mais alegria.
E o rei das nações, os EUA, despeja fogo sobre o mundo numa “guerra infinita”.
Assim ele pretende gerar mais poder. E mais vida, porque mais poder é mais
vida. E é mais saber. E também mais prazer. Mais alegria. Enfim, tudo para
buscar emparelhar, um dia, o poder do sol. E depois, quando chegar a hora,
golpeá-lo mortalmente, tal como Zeus fez com seu pai Uranos.
Depois
de descobrir que era o filho predileto do sol, o homem começou a implodir a
terra sob seus pés e, agora não há mais terrenos firmes. Só areias movediças.
Por isso, a cada salto que o homem dá querendo tocar o sol, mas ele afunda no
subsolo. No sub solar. No mundo sub lunar. A catástrofe não está próxima. Ela
já começou. Sobrevivemos, mas sobreviver não é viver. É o único caso em que o
“sobre” significa “menos”, e não “mais”.
sábado, 11 de junho de 2016
O belo em Aristóteles.
“As supremas formas do belo são: a ordem, a simetria e a proporção, e as matemáticas os
dão a conhecer mais do que todas as outras ciências” – Aristóteles, Metafísica,
XIII, 3, 1078b, 35).
A
estética de Aristóteles definiu o belo como um conjunto de relações formais que
são constantes em uma série de objetos diferentes. É uma definição muito
aplicada na produção das artes visuais desde os gregos. Explicitamente ou não,
grande parte da produção visual dos gregos, góticos, renascentistas e muita
arte moderna utilizou-se de aspectos formais de ordem, simetria e proporção
como uma norma criativa.
O
primeiro dos conceitos que, segundo Aristóteles, pode qualificar uma obra como
bela é o conceito de ordem. A ordem
é a disposição metódica dos elementos visuais segundo certas relações
preestabelecidas. Pressupõem-se, aqui, duas situações distintas. Primeiro, um
elenco de elementos visuais que possam ser arranjados, isto é, cores, formas,
pinceladas etc. Em segundo lugar, um conjunto de normas sob a determinação das
quais aqueles elementos são arranjados.
Na
história da imagem, a geometria era
a principal norma sob a qual se organizavam os elementos visuais com o intuito
de obter ordem. A geometria funcionaria como uma espécie de pano de fundo, de estrutura,
sobre a qual os elementos visuais eram dispostos. A imagem cujos elementos
visuais fossem organizados de acordo com uma estrutura geométrica era
considerada bela, dentro desta tradição estética.
É
denominada simetria a semelhança
entre objetos (ou partes de um objeto) que estejam posicionados em lados
opostos de uma linha média. Por exemplo, um rosto é simétrico. Se traçarmos uma linha imaginária desde a testa,
passando pelo nariz, e terminando no queixo, veremos que os olhos se posicionam
simetricamente de um lado e do outro daquela linha.
Na pintura As três Graças, de Rafael,
pode-se ver como o artista desdobrou a composição simetricamente em torno a um
eixo vertical que correspondente ao corpo da Graça que está de costas para o
observador. Os gestos das outras duas Graças repetem-se, de um lado e de outro
a este eixo vertical, como se fora um espelho.
A
proporção é estabelecida a partir da
comparação entre duas medidas. Tomadas duas medidas quaisquer – a altura e a
largura de uma pessoa, por exemplo, ou a altura da cabeça de uma pessoa e a
altura de todo o seu corpo, ou a largura do olho e a largura da cabeça etc. -
estabelece-se um denominador com o qual se equiparam as duas medidas entre si.
As
proporções mais simples são as razões numéricas da ordem de 1:1, isto é, a
primeira medida considerada é igual à segunda medida; 1:2, onde a primeira
medida é a metade da segunda e assim por diante.
sábado, 8 de novembro de 2014
- Democracia como Ideologia -
Ideologia.
Concepção Neutra: conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas.
Concepção Crítica: é um instrumento de dominação que age por meio do convencimento e não por meio da força física, alienando a consciência humana.
Alienação: processo que alguém se converte em algo diferente de si mesmo, do que era em um momento anterior. O indivíduo, alienado por certa ideologia, passa a aceitar tudo como algo natural, racional ou divino.
Democracia como Ideologia.
Após a Segunda Guerra
Mundial dois acontecimentos políticos marcaram a época que se iniciava: a Guerra Fria e o surgimento do Estado de Bem Estar Social (Welfare
State).
Guerra
Fria:
divisão geopolítica, econômica e militar entre dois grandes blocos, o
capitalista, comandado pelos EUA e o comunista, comandado pela URSS e China. A
princípio houve uma “corrida armamentista”, ou seja, o acúmulo e a produção de
armas de destruição em massa. Porém, visto que um conflito direto entre essas
duas potências, EUA e URSS, levaria a uma devastação total do planeta,
iniciou-se uma “Guerra ideológica” visando aumentar a área de influência com o
objetivo de evitar o avanço imperialista do bloco rival.
Welfare
State: postura adotada pelos países capitalistas
desenvolvidos em que o Estado exerce um controle sobre a economia e assume para
si encargos sociais e serviços públicos, mantendo o subsídio às empresas
privadas.
Porém, nos países
capitalistas subdesenvolvidos o Estado de Bem – Estar Social encontrou
dificuldades para ser implantado. Havia grande desigualdade social entre ricos
e pobres, o que aumentava o risco de rebeliões socialistas.
Duas
providências:
Criação do FMI (Fundo
Monetário Internacional) que emprestava dinheiro para os países
subdesenvolvidos investirem em serviços sociais.
Serviço de espionagem e
“auxílio” militar para reprimir revoltas e revoluções. Obs: os EUA eram contra
os regimes totalitários comunistas, mas, contraditoriamente, financiavam
ditaduras nos países subdesenvolvidos.
Crítica
comunista: a democracia liberal é a responsável pela desordem
e pelo caos socioeconômico, pois abandona a sociedade à cobiça ilimitada dos
ricos e poderosos.
Defesa
capitalista: a democracia é a expressão máxima de
um governo pautado na liberdade.
Características
da democracia liberal.
Liberdade e competição:
tanto a competição econômica, “livre iniciativa” quanto entre partidos
políticos que disputam eleições.
Poder político limitado
às leis.
Ordem: exercida pelo
poder executivo e judiciário para conter e limitar os conflitos sociais.
Sistema eficaz: a
política seria assunto dos representantes, políticos profissionais e a eles
cabe a direção do Estado, evitando, dessa maneira, uma participação política
que traria à cena os “extremistas” e “radicais” da sociedade.
Esse modelo de
democracia é defendido pois é favorável à apatia política, ou seja, reduz o
interesse do povo pela participação política.
Referências: CHAUI, Marilena. Filosofia. São Paulo. Ática:
2004.
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